domingo, 27 de setembro de 2009


Lèctio sancti Evangèlii secùndum Marcum (Marc 9,38-43.45.47-48): Naquele tempo, 38 João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”. 39 Jesus disse: “Não o proíbais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. 40 Quem não é contra nós é a nosso favor. 41 Em verdade eu vos digo: quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa. 42 E, se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço. 43 Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. 45 Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. 47 Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 48 ‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”.Verbum Dòmini.

domingo, 13 de setembro de 2009

Evangelho do Dia


Lèctio sancti Evangèlii secùndum Marcum (Mat 8, 27-35): Naquele tempo, 27 Jesus partiu com seus discípulos para os povoados de Cesareia de Filipe. No caminho perguntou aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?”28 Eles responderam: “Alguns dizem que tu és João Batista; outros que és Elias; outros, ainda, que és um dos profetas”. 29 Então ele perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “Tu és o Messias”. 30 Jesus proibiu-lhes severamente de falar a alguém a respeito. 31 Em seguida, começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem devia sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei; devia ser morto, e ressuscitar depois de três dias. 32 Ele dizia isso abertamente. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo. 33 Jesus voltou-se, olhou para os discípulos e repreendeu a Pedro, dizendo: “Vai para longe de mim, Satanás! Tu não pensas como Deus, e sim como os homens”. 34 Então chamou a multidão com seus discípulos e disse: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 35 Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, vai salvá-la”. Verbum Dòmini.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Há pobreza de palavras, porque há pobreza de silêncio

'Precisamos ser prontos para escutar e lentos no falar' (Tiago 1,19b). Quando aprendemos a escutar, evitamos o mal-entendido e adquirimos o autodomínio, porque temos mais tempo para pensar, rezar e responder coerentemente, evitando julgar pelas aparências e ser grosseiros ou inconvenientes com as pessoas.

O Santo Padre Pio dizia: 'Quem fala, semeia; quem escuta, colhe'.

O verdadeiro silêncio é aquele que nos coloca diante de Deus. Essa experiência enriquece os nossos valores, reflexões, sentimentos e ideias, e mais: no íntimo da alma formam-se as convicções e enraízam-se as virtudes. Dessa forma, as linhas mestras da luta pessoal por melhorarmos a cada dia um pouco mais vão sendo formadas.

Temos o hábito de falar muito e quase não sabemos escutar. Há pobreza de palavras, porque há pobreza de silêncio. Só teremos condições de responder com prontidão, justiça e amor a Deus e aos irmãos se nos exercitarmos no dom da escuta.

'Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: Samuel! Samuel! E ele respondeu: Fala, que teu servo escuta' (I Samuel 3,10). " (Luzia Santiago, 28 de agosto de 2009)

domingo, 6 de setembro de 2009

Evangelho do Dia



Lèctio sancti Evangèlii secùndum Marcum (Marc 7, 31-37): Naquele tempo, 31 Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole. 32 Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33 Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. 34 Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” 35 Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36 Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37 Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar”. Verbum Dòmini.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Limites

Certa vez, disse-me um amigo, cuja vida andava por demais atarefada, que iria até onde seu limite o deixasse, sem chatear-se, com fé e confiança em Deus.

Embora tenha se enganado no uso da palavra, acabou por acender em mim a chama da rejeição, provocando-me a seguinte reflexão:

O ser humano, em sua pequenez, encara limites que lhes são nada mais que psicológicos. Ora, porque somos limitados fisicamente para certas coisas, e ultrapassamos a todo tempo limites em outras?

Por que, quando relacionado ao álcool, o ser humano facilmente ultrapassa medida próxima ao ideal para mantença da racionalidade, que presumo ser uma dose, para algo extremamente maior, como uma caixa de cerveja? Ora, percebo que é fácil dispor de seu limite, racionalmente, quando lhe é prazeroso, confortável, agradável.

Porém, ao contrário, se quiser inverter o limite, árdua e pedregosa estrada deve cruzar o ser humano para reduzir seu consumo, para limitar o vício. É preciso muita fé, muito autocontrole e uma insuperável perseverança.

De modo análogo, como o drogado ultrapassa quaisquer limites vendendo o que estiver a seu alcance para comprar mais drogas, mas lhe é tão difícil abandonar o vício?

Além dos exemplos dos vícios, que envolvem aspectos fisiológicos que não pretendo trazer a esta reflexão, trago os seguintes:

Por que o motorista atrasado ultrapassa sem remorso os limites de velocidade, não conseguindo adaptar-se aos limites impostos em outras situações?

Por que nos é fácil limitar-se à natureza humana ao invés do árduo caminho que nos leva à santidade?

Por óbvio que há limites aos quais devemos nos basear para nossa sobrevivência: não há razão para acreditarmos que poderemos sobreviver às mais diversas intempéries e temperaturas absurdamente baixas sem sofrer quaisquer conseqüências desta condição, como a hipotermia.

No entanto, por que permitimos que nossas fraquezas extrapolem o limiar de nossa corporeidade? Por que alguns limitam seu ecumenismo à manhã dos domingos ou aos cultos semanais?

É nestes termos que, desatendo-me do recente inconformismo e escusando-me pela ausência, me despeço.

Salve Regina Caelorum, Mater Afflictis

domingo, 30 de agosto de 2009

Evangelho do Dia



Lèctio sancti Evangèlii secùndum Matthae (Mat 7, 1-8. 14-15. 21-23): Naquele tempo, 1 os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2 Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3 Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4 Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5 Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6 Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7 De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8 Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 14 Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai, todos, e compreendei: 15 o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 21 Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22 adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23 Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”. Verbum Dòmini.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Escolha!

“Josué falou a todo o povo: ‘Se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor’”.

Movido por este trecho e, em função da solenidade de São Bartolomeu, apóstolo e mártir, pergunto-lhes hoje, amigos leitores: e vocês, a quem querem seguir? Aos deuses que muitos entronam, aos heróis e personagens das ficções e romances? Ao dinheiro que vocês mantêm ou que almejam? A quem realmente queremos servir? A um deus que nos é subordinado? Às tentações e ao pecado? À fraqueza de nossa condição humana? À iniqüidade e desconfiança? À corrupção e à miséria social? Às invenções e à tecnologia? Ou acaso querem servir a Deus entre goles de cerveja? Ou talvez entre tragadas de cigarro? Quiçá entre os devaneios e alucinações causados pelas drogas?

Pensem, meus caros, a quem estais servindo hoje? Acaso estamos ao menos nos servindo propriamente ou estamos empregando os meios que possuímos para destruir-nos?

É cada vez mais preciso que atuemos e que nos revoltemos contra o mundo cada dia mais alarmante e descontrolado em que vivemos:

Quantos são os jovens entregando-se às drogas, à tentação, à corrupção da carne? Quantos são os que morrem em razão da violência que combatemos de portas e janelas fechadas, para poupar-nos? Quantas são as mães que perdem seus filhos para o álcool, ou em acidentes terríveis de trânsito por desrespeito a leis nada excessivas?

Quantos são os órfãos, os abandonados em abrigos, lares, asilos, ruas? Quantos são os abandonados em seus próprios lares, filhos de pais despreocupados com sua prole? Quantos são os abandonados em suas profissões, vivendo de sua frustração? Quantos são os que abandonam suas famílias pois são incapazes de perdoar a seus irmãos?

Quantos são os cristãos artificiais, que pretendem moldar a sua fé àquilo que entendem correto? Quantos são os protestantes que empreendem uma vida inteira perseguindo convicções católicas que sequer buscam entender? Quantos são os católicos que se enveredam pelas vias do espiritismo, do anglicanismo?

Quantos são os cristãos que apenas vão à missa para batizar seus filhos? Quantos são os cristãos que não estão em dia com os sacramentos? Quantos são os cristãos que se perderam pela vida? Quantos são os cristãos mornos, que dizem ser cristãos mas estão enveredados em superstições e tendências outras?

Acaso não são capazes de exemplificar algumas das condições acima elencadas ou outras quaisquer? Ou quiçá nós mesmos nos enquadremos ali? Este é o mundo que serve a Deus? Percebem a atualidade da palavra de Josué?

É por meio desta reflexão que, escusando-me por eventual descompasso, lhes digo: escolham hoje a quem quereis seguir.

Salve Regina Caelorum, fons amoris.

DD.